Menino carente, desde que se conhece por gente, se aproxima de gente, e com isso
se sente mais gente.
Seus primeiros amigos foram seus irmãos. Foi ao lado deles que brincou de
esconde-esconde, polícia e ladrão, futebol de botão, bolinha de gude e pião.
Também ao lado de seus irmãos desafiou as leis do pai que era muito bravo e rigido.
Certa vez sairam pelo bairro a brincar e se afastaram de perto da casa dos pais sem avisa.
O pai que era muito rigido e bravo tinha por costume assobiar para chamar os ilhos para dentro de casa. Era o aviso. Apos o assobio quem estivesse na rua teria que entrar imetiatamente.
O pai bravo assobia a primeira vez. nada de resposta.
assobia mais umas duas vezes e nada de resposta dos moleques fujoes...
eles nao ouviram o chamada,não responderam o
assobio e muito menos caminharam para casa como de costune.
Eles nesse dia como estava muito calor decidiram que iriam a uma mina d"agua que tinha ali perto de sua casa para se refrescarem um pouco...
O pai cansado de chamar resolveu sair a procurar os fujoes. Ja separou uma bela varinha de marmelo e saiu ao encontro dos desobedientes.
Aquela tarde na mina para os meninos estava sendo uma maravilha so...
As roupas separadas para nao molhar na agua fria,enlameados e molhados os meninos se divertiam e cantavam.
Onde vai com essa roupa tao danada Maria se na cacimba nao tem agua pra lavar...
Tudo muito bom, tudo muito bem se nao fosse o fato de que o pai bravo ja estava ha muito tempo a sua procura. O fato e que com a chegada do pai a cantoria se tornou em vchoro, lagrimas e gritaria e tambem rendeu umas boas riscas nas
pernas, causados pelo atrito da vara de marmelo.Tudo isso por não terem ouvido o sonido
do assobio do pai bravo. Enquanto a vara cantava nas nas canelas secas dos meninos
fujões, o pai bravo também cantava ao mesmo tempo que educava os meninos ao seu
modo... O pai batia e cantava a mesma canção que os meninos entoavam antes do
pai bravo chegar... Talvez por estarem cantando e fazendo barulho na água da
mina, não escutaram o assobio do pai, sinal claro que a hora de
brincar chegava ao fim, e de que de onde estivessem teriam que largar tudo e
correr pra casa para ajudar nos afazeres domésticos...
Maldita música. Enquanto o Toninho cantava, " onde vai com essa roupa tão danada
Mariá? se na cacimba não tem água pra lavar..." Dinei e seu irmão o
acompanhavam. Cantavam e arrastavam a bunda na lama, e depois pulavam na água
represada da mina onde se limpavam, ou melhor, no começo se limpavam, mas na
hora em que a brincadeira foi interrompida, já não se distinguía o que era lama,
e o que era água limpa... Foi ai que o pai bravo e já cansado de tanto assobiar
chegou e pos fim a brincadeira e com
o "chico doce" ditava o rítmo da dança...
Dizem que depois deste dia, nunca mais os meninos fujões cantaram aquela música
maldita.
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