sexta-feira, 20 de julho de 2012

Meninos cantores

Menino carente, desde que se conhece por gente, se aproxima de gente, e com isso se sente mais gente.
Seus primeiros amigos foram seus irmãos. Foi ao lado deles que brincou de esconde-esconde, polícia e ladrão, futebol de botão, bolinha de gude e pião. Também ao lado de seus irmãos desafiou as leis do pai que era muito bravo e rigido. Certa vez sairam pelo bairro a brincar e se afastaram de perto da casa dos pais sem avisa. O pai que era muito rigido e bravo tinha por costume assobiar para chamar os ilhos para dentro de casa. Era o aviso. Apos o assobio quem estivesse na rua teria que entrar imetiatamente. O pai bravo assobia a primeira vez. nada de resposta. assobia mais umas duas vezes e nada de resposta dos moleques fujoes... eles nao ouviram o chamada,não responderam o assobio e muito menos caminharam para casa como de costune. Eles nesse dia como estava muito calor decidiram que iriam a uma mina d"agua que tinha ali perto de sua casa para se refrescarem um pouco... O pai cansado de chamar resolveu sair a procurar os fujoes. Ja separou uma bela varinha de marmelo e saiu ao encontro dos desobedientes.
Aquela tarde na mina para os meninos estava sendo uma maravilha so... As roupas separadas para nao molhar na agua fria,enlameados e molhados os meninos se divertiam e cantavam. Onde vai com essa roupa tao danada Maria se na cacimba nao tem agua pra lavar... Tudo muito bom, tudo muito bem se nao fosse o fato de que o pai bravo ja estava ha muito tempo a sua procura. O fato e que com a chegada do pai a cantoria se tornou em vchoro, lagrimas e gritaria e tambem rendeu umas boas riscas nas pernas, causados pelo atrito da vara de marmelo.Tudo isso por não terem ouvido o sonido do assobio do pai bravo. Enquanto a vara cantava nas nas canelas secas dos meninos fujões, o pai bravo também cantava ao mesmo tempo que educava os meninos ao seu modo... O pai batia e cantava a mesma canção que os meninos entoavam antes do pai bravo chegar... Talvez por estarem cantando e fazendo barulho na água da mina, não escutaram o assobio do pai, sinal claro que a hora de brincar chegava ao fim, e de que de onde estivessem teriam que largar tudo e correr pra casa para ajudar nos afazeres domésticos...
Maldita música. Enquanto o Toninho cantava, " onde vai com essa roupa tão danada Mariá? se na cacimba não tem água pra lavar..." Dinei e seu irmão o acompanhavam. Cantavam e arrastavam a bunda na lama, e depois pulavam na água represada da mina onde se limpavam, ou melhor, no começo se limpavam, mas na hora em que a brincadeira foi interrompida, já não se distinguía o que era lama, e o que era água limpa... Foi ai que o pai bravo e já cansado de tanto assobiar chegou e pos fim a brincadeira e com o "chico doce" ditava o rítmo da dança...
Dizem que depois deste dia, nunca mais os meninos fujões cantaram aquela música maldita.

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