quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Seu Antônio e Titino,o vira-latas sangue azul

Seu Antônio,homen de poucos amigos,italiano sangue quente,pavio curto,ninguém ousava pisar no seu calo.A molecada lá do morro que o diga... Ele detestava,quando eles invadiam seu terreno atrás de pipas,ou para "roubar" umas frutas do pomar aos fundos da casa do "velho ranzinsa"-como costumavam apelidá-lo-.
Porém no convívio com as pessoas da sua "tribo",seu Antônio não era tão mau assim,apesar de oscilar entre momentos de extrema doçura e intenso mau humor,mas no geral seu Antônio gostava de uma boa prosa.Gostava de contar suas incursões nas matas com seu cão vira-latas,o Titino para caçar animais silvestres e garantir a mistura dele e sua esposa Cida.
Ele e seu cão sangue azul,como gostava de dizer -porque era um cão vira-lata,mas tinha o faro aguçado tal qual um cão perdigueiro,cão predileto dos caçadores-quando saiam para caçar,nunca voltavam pra casa com o emborná vazio,sempre traziam um tatú,ou um gambá...
E aí aja ouvidos para escutar as histórias.Está vendo este tatú aqui? Pensou que iria escapar,se enfiou em um buraco e achou que estava seguro,Titino o acuou e me chamou,-o cão ficava latindo na entrada do buraco até a chegada do seu dono- "então cheguei e piquei o enchadão pra cima até achar o bicho". Este gambá aqui,o Titino pegou e deu só uma mordida no pescoço,moleza! Foi só colocar no emborná...
O velho mateiro tinha muitas histórias para contar,sempre exaltando a competência do seu cão farejador.com o orgulho de que conta as habilidades de um filho.
Camisa amarrada com nó cego,unindo a orla,dois dentes de alho no bolso,para espantar as cobras venenosas,facão bem amolado na bainha,enchadão à mão cartucheira calibre 36 carregada no coldre,seu cão vira latas sempre a frente,farejando sem parar,seus netos já sabiam hoje o vovô,vai ter história pra contar.

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